Gestão de Academias: Desenvolvimento de competências gerenciais e organizacionais

Com o aumento do número de academias no Brasil, cresce também o número de profissionais que estão envolvidos com gestão, sendo necessário o desenvolvimento de competências gerenciais para assumir esta função.

A competência é conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (conhecido como CHA), baseado nos resultados, e esta relacionado com o desempenho na realização de uma tarefa ou em determinada situação.

Nas academias, é importante o alinhamento das competências às necessidades estabelecidas pelos cargos, ou seja, a referência que baliza o conceito de competência é o conjunto de tarefas pertinentes a um cargo.

A construção das competências do gestor de academia não se limita a um estoque de conhecimentos teóricos e empíricos detido pelo indivíduo, nem se encontra encapsulada na tarefa, mas esta associada a verbos, conforme quadro a seguir:

Competências para o gestor de academia
Saber agir. Saber o que e por que faz. Saber julgar, escolher, decidir.
Saber mobilizar recursos. Criar sinergia e mobilizar recursos e competências.
Saber comunicar. Compreender, trabalhar, transmitir informações, conhecimentos.
Saber aprender. Trabalhar o autoconhecimento e a experiência, rever modelos mentais. Saber desenvolver-se.
Saber engajar-se e comprometer-se. Saber intraempreender (empreendedor interno) e comprometer-se.
Saber assumir responsabilidades. Ser responsável, assumindo os riscos e consequências de suas ações.
Ter visão estratégica. Conhecer e entender sobre a gestão da academia, o seu ambiente, identificando oportunidades e alternativas.

Do lado da academia, as competências do gestor devem se relacionar com as competências organizacionais, descrita como os valores individuais da empresa, agregando valor econômico para a academia e valor social para os colaboradores e clientes, também consideradas competências requeridas e comuns a todos os colaboradores da academia, conforme segue abaixo:

  • Competências sobre processos: os conhecimentos do processo de trabalho.
  • Competências técnicas: conhecimentos específicos sobre o trabalho que deve ser realizado.
  • Competências de serviços: aliar à competência técnica a pergunta: qual o impacto que este serviço ou produto terá sobre os clientes externos e internos?
  • Competências sociais: saber ser, incluindo atitudes que sustentam os comportamentos das pessoas, incluindo as competências de autonomia, responsabilização e comunicação.

Segundo esta abordagem, a academia define a sua estratégia e as competências necessárias para implementá-las, num processo de aprendizagem permanente com os seus colaboradores.

Mas como as pessoas aprendem e desenvolvem as competências necessárias à academia? Para responder a esta questão é necessário identificar o tipo de conhecimento necessário para o processo de desenvolvimento de competências das pessoas, através da educação formal (aprendizagem estruturada e proporcionada pelas Universidades, Faculdades ou Centros Educacionais), educação continuada (refere-se a qualquer tipo de aprendizagem através de leituras e em curso de pós-graduação e/ou de aperfeiçoamento), experiência profissional (atuação prática envolvendo as áreas operacionais, táticas e/ou estratégica), e/ou experiência social (relacionamento e atendimento ao cliente), conforme quadro abaixo:

Tipo Função Como Desenvolver
Conhecimento teórico. Entendimento, interpretação. Educação formal e continuada.
Conhecimento sobre os procedimentos. Saber como proceder. Educação formal e experiência profissional.
Conhecimento empírico. Saber como fazer. Experiência profissional.
Conhecimento social. Saber como comportar-se. Experiência social e profissional.
Conhecimento cognitivo. Saber como lidar com a informação, saber como aprender. Educação formal e continuada, e experiência social e profissional.

Observa-se assim, a união de situações de aprendizagem que podem propiciar a transformação do conhecimento em competência. Esta transformação só acontece em contexto profissional específico, pois a realização da competência deverá não apenas agregar valor ao gestor, mas também à academia.

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